Lucas Bambozzi e o Puxadinho

Neste sábado esteve na Paralela Lucas Bambozzi, artista responsável pela criação da obra Puxadinho”, bastante elogiada pelos visitantes. No encontro, Lucas mostrou alguns de seus trabalhos anteriores e contou como fora o processo de construção do Puxadinho.

 

Lucas Bambozzi mostrando alguns de seus trabalhos

 

Formado em Comunicação, Lucas começou a carreira fazendo produções audiovisuais na área musical. Sua ligação mais íntima com o cenário artístico surgiu da vontade de moldar o próprio trabalho, participando de cada etapa: da criação até a veiculação. Não queria que seus vídeos fossem prejetados em salas de cinema, e sim, em lugares autênticos e únicos, explorando mais o uso dos projetores de luz, o formato dos vídeos e o espaço onde a obra será visualizada.

No Puxadinho observamos claramente sua concepção. O artista quis estetizar a favela brasileira, de modo a exaltar através de dois vídeos em telas LCD (colocadas nos locais que representam a porta e a janela), a sensação de estar dentro de um ambiente fechado, cujos moradores, sonham em sair da condição em que foram deixados pela sociedade, mas no entanto não querem se desfazer do lar que construíram com tanto sacrifício (…) há visivelmente um diálogo: o puxadinho, feito de materiais que seriam jogados fora, serve de moldura a dois vídeos que não teriam a menor graça se estivessem em outro lugar.

 

Lucas e monitoras em frente ao Puxadinho

 

Lucas lembra também o fato da favela brasileira ser bastante valorizada pelos estrangeiros, que consideram-na um ponto turístico, vindo talvez daí, a explicação para o encanto de tantos visitantes argentinos e venezuelanos perante a obra.

Conheça um pouco mais do trabalho de Lucas Bambozzi em seu blog:

lucasbambozzi.net/

Por Rubens Takamine (aluno do Liceu de Artes e Ofícios)

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Aula de História da Arte na Paralela

Nesta sexta-feira 12 de novembro, o professor de História da Arte da PUC-Minas, Luiz Flávio Silva, esteve na Paralela 10 liderando um grupo de alunos do curso livre que leciona em Minas Gerais. O professor e artista plástico percorreu a exposição com seus alunos durante algumas horas, explanando detalhadamente sobre as obras. Esta foi a segunda visita feita pelo artista à Paralela, prometendo voltar mais uma vez.

Luiz Flávio Silva e seus alunos na Paralela 10

O professor visita com seus alunos uma série de museus, galerias, bienais e exposições de arte no Brasil e no exterior. O artista também participou de várias exposições, incluindo a Paralela 2004, curada por Moacir dos Anjos.

Visita de Luiz Flávio Silva e alunos na Paralela

 

– Texto por Marina Yukawa e fotos por Letícia Brito, alunas do Liceu de Artes e Ofícios

Publicado em Uncategorized | 1 Comentário

Acessibilidade na Paralela

O espaço da Paralela 10 conta com uma acessibilidade diferenciada para pessoas com mobilidade reduzida. A estagiária Julia Murano, aluna do Liceu de Artes e Ofícios, pôde trabalhar tranquilamente mesmo com a perna imobilizada.

A estagiária foi conduzida pela exposição por colegas através de uma cadeira de rodas que está sempre disponível para uso de visitantes ou funcionários. O amplo espaço permite a livre circulação de cadeirantes pela exposição. A Paralela 10 está de portas abertas a todos! Não deixe de fazer sua visita!

Estagiárias da Paralela - Acessibilidade no Trabalho

– Texto por Marina Yukawa e foto por Letícia Brito, alunas do Liceu de Artes e Ofícios

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Alunos do Liceu de Artes e Ofícios na Paralela

Nesta sexta-feira, 5 de novembro, alunos do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo visitaram a Paralela na companhia de seu professor de artes, Paulo Cesar Carraturi. Os alunos dos primeiros anos integrados ao técnico em edificações A e B tiveram uma aula percorrendo a exposição.

1° EDI-A na Paralela

Acompanhados de monitores da Paralela e do professor, os alunos tiveram contato com algumas das obras expostas, sempre instigados à reflexão e interpretação própria destas. Os estudantes dialogaram e interagiram com as obras, expondo suas impressões e questionando.

1° EDI-B na Paralela

 

– Texto por Marina Yukawa e fotos por Letícia Brito e Julia Murano, alunas do Liceu de Artes e Ofícios

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Feriados na Paralela

Nesta última terça-feira, feriado de finados, a Paralela estava em plenas atividades. A exposição foi programa do feriado de muitas pessoas, visitantes que puderam conferir um pouco da arte contemporânea brasileira.

Café

O evento está disponível para visitações de terças as sextas das 12h às 18h e de sábados, domingos e feriados das 10h às 18h. As instalações contam com uma infra-estrutura privilegiada com acesso para pessoas com mobilidade reduzida, além de um atendimento diferenciado. Monitores preparados para recepcionar os visitantes da melhor maneira possível; segurança; acesso a livros de arte para consulta; cafeteria; espaço para cão guia e bicicletas; estacionamento e muito mais!

Estacionamento para bicicletas

Aproveite os próximos feriados e dias livres para visitar a Paralela 10. A exposição vai até o dia 28 deste mês. Não deixe de conferir!

– Texto por Marina Yukawa e fotos por Letícia Brito, alunas do Liceu de Artes e Ofícios.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Visita de Daniel Monteiro e Yara Richter na Paralela//2010

Nessa quarta-feira, Daniel Monteiro visitou a Paralela//2010 e nos contou sobre sua própria experiência perante a acessibilidade proporcionada pela a exposição.  Daniel que possui deficiência visual, aprecia a vida como qualquer indivíduo: é advogado e adora e consumir a arte, mas ainda se depara com algumas dificuldades que muitas vezes se encontram na infra-estrutura dos lugares em que visita.

No período em que estamos, problemas quanto à acessibilidade já possuem solução, mas são poucos os ambientes que se adequam à universalização do acesso: é necessário antes de tudo, sensibilização e atitude(…) Em entrevista, Daniel fez suas considerações sobre a Paralela//2010, dizendo o que gostou e o que poderia melhorar com os recursos que já temos em mãos:

Daniel-As exposições de arte poderiam ser, logo de início, pensadas em acessibilidade. Ainda não há essa preocupação e as pessoas com deficiência que também compram obras de arte, acabam não consumindo arte pela falta de meios que a pessoa possui para chegar até ela (…) aqui na Paralela a gente encontra uma acessibilidade atitudinal, um educativo para o atendimento à pessoas com deficiência, que é o primeiro passo de muitos outros projetos, pra gente começar a pensar num desenho universal com produções mais acessíveis e equipamentos que gerem a diversidade humana, a diversidade de ideias. Essa é a grande pegada de um projeto (…) há algumas décadas atrás a gente entendia que acessibilidade era o cego poder tocar em certas obras escolhidas previamente ou réplicas formatadas para deficiente. Só se podia fazer visitas guiadas e só se pensava no cara que chegava com hora marcada com acompanhante, não havia liberdade como hoje…

O advogado lembrou também que não existe somente a deficiência visual. Há pessoas com deficiência auditiva e motora, além de outras deficiências que requerem atenção.

Visando melhoras, a Paralela construiu um espaço para cães-guia, sendo pioneira no mundo todo ao se lembrar também, dos “fieis acompanhantes”.

Junto com o advogado, estava Yara Richter, diretora da equipe de artes visuais do Instituto Itaú Cultural. Yara estava presente no vernissage da Paralela//2010, mas não conseguiu observar na data, a acessibilidade tão comentada. Em sua segunda visita, percebeu e aplaudiu a nova perspectiva que está sendo ampliada pela exposição_um diferencial tão importante que deveria ser visionada por outros eventos também.

Grandes empresas se dizem sustentáveis ou acessíveis. Mas muitas não o fazem de forma concreta e funcional (…) nisso, a Paralela//2010 vem aos poucos fazendo sua parte, através de recursos que estão ao seu alcance. É essencial comentários, dicas e sugestões, para que melhoras sejam reivindicadas em outras edições da exposição e se torne exemplo a outros ambientes do mundo das artes: museus, teatros, galerias, etc. que ainda não possuem essa visão.

Muito já conquistamos, mas ainda há o que ser conquistado. Na Paralela
encontramos escadas que impossibilitam o acesso de cadeirantes e outros problemas como as legendas com letras miúdas, ruins para pessoas com baixa visão. Para se dizer que um local é acessível deve-se sobretudo, atender a todos os públicos. Por esse viés, a monitoria vem recebendo elogios pela perspicácia ao receber desde pessoas com deficiência até adolescentes do Ensino Fundamental.

“Inventamos e construímos tantas coisas só neste último século, porque não aplicarmos um pouco desse conhecimento na democratização da arte? Arte e cultura, um direito de todos.”

André Neumann e Rubens Takamine (alunos do Liceu de Artes e Ofícios)

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Palestra com Rogério Degaki e Gustavo Rezende

Ontem, dia 24/10, Rogério Degaki e Gustavo Rezende responsáveis pelas obras expostas na Paralela:”Patinhos” (2010) e Thompson Azul (2010) respectivamente, se encontraram para apresentar e debater com o público reunido, seus trabalhos já realizados, a relação entre suas obras e o espaço da Paralela 2010 e projetos futuros.

Degaki salientou seu gosto ao se apropriar de elementos do mundo dos desenhos para dar forma aos seus trabalhos. No encontro, contou um pouco mais sobre seus projetos e sua obra “Os Patinhos” (assim nomeada pelos visitantes). Revelou a perversão ao subjetivizar 8 posições sexuais em 8 objetos aparentemente inocentes, que se assemelham a brinquedos “fofinhos”, com formas arredondadas e pintura vermelha brilhante, lembrando o intuito de que os desenhos animados são formas de entretenimento ao público infantil feitas pelo adulto, havendo assim, sempre uma manipulação na informação que é passada. No entanto, o artista foi perguntado sobre a possibilidade dos visitantes com deficiência visual tocarem a obra, e sua resposta fora positiva, tendo cautela apenas com os “patinhos”, cujo equilíbrio esteja comprometido. Afinal qualquer pessoa se sente atraída a tocar obras com formas tão belas.

Enquanto isso, Gustavo Rezende mostrou alguns de seus projetos e descreveu o cotidiano e o processo de constituição de suas obras. Questionado sobre sua obra exposta na Paralela 2010, Thompson Azul, Gustavo brinca e diz que o legal é isso: cada visitante é capaz de sentir a obra de diferentes maneiras, mas o importante mesmo é sentir: há quem diga que é uma releitura do Patinho Feio, uma interligação com a metamorfose de Kafka, ou até mesmo algo contextualizado que nos remeta ao petróleo, devido à textura e à cor da obra . Gustavo comentou sobre algumas de suas obras autobiográficas e quando há necessidade do artista em depositar um pouco de si em suas obras.

A discussão gerou um embate quanto a produção artística e seus fins: “Quando uma obra deixa de ser uma singela produção artística e se torna um precioso objeto à venda?”

Essas e outras questões foram abordadas, que você verá na íntegra no vídeo completo da palestra. Acompanhe as palestras aos domingos!

Rubens Takamine (aluno do Liceu de Artes e Ofícios)

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário