Audiodescrição das obras da Paralela 2010

Algumas das obras da Paralela 2010 receberão uma versão descritiva em áudio. As informações sonoras propiciam maior acessibilidade e liberdade para visitantes com deficiência visual, o que ampliará o público da exposição e contribuirá para o acesso à arte.

O projeto, realizado pelos próprios alunos do Liceu de Artes e Ofícios em parceria com a equipe da Paralela, já está em produção. Cerca de 40 obras já foram roteirizadas, estando em avaliação por profissionais da área, a fim de serem gravadas em estúdio. Confira algumas das obras que terão versão descritiva em áudio:

 


Em breve, o recurso estará disponível na exposição. No entanto, a Paralela já conta com monitores preparados para receber e auxiliar todos os tipos de público.

Espera-se que outros eventos, assim como a Paralela, passem a dar importância à acessibilidade: o fato de uma pessoa possuir algum tipo de deficiência, não a priva de consumir a arte(…) É direito de todos o acesso à cultura, ao lazer e ao entretenimento.”Basta uma obra, uma atitude ou um diferencial, para que qualquer evento, conquiste grandes êxitos.”

Por Rubens Takamine e Victor Pezzuol (alunos do Liceu de Artes e Ofícios)

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Sobre paralela10

Em sua 5ª edição, a mostra reúne 82 artistas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 22 de setembro a 28 de novembro de 2010, sob a curadoria de Paulo Reis
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Uma resposta para Audiodescrição das obras da Paralela 2010

  1. Daniel Monteiro disse:

    Meu nome é Daniel Monteiro. Sou pessoa com deficiência visual, usuário de cão-guia.
    Ao ter notícias sobre os recursos de acessibilidade da Paralela 2010, não demorei muito para me dirigir ao local, para conferir de perto esta grande iniciativa! Afinal, também sou consumidor de arte e quando a arte é acessível, perfeito!
    Chegando lá tive uma rara sensação que á muito tempo não experimentava: ser recebido de pronto por uma monitora – de nome Gisele, que prontamente se dispôs a me atender e me auxiliar na visita, o que é muito muito pouco comum neste universo. Afinal, quando chega uma PcD em alguma exposição, ninguém sabe o que faz para se livrar do problema!
    Como isto não aconteceu, expliquei a ela que queria apenas conhecer o que a Paralela tinha de bom, e lá fomos nós!
    Durante o caminho a monitora se desculpou, pois não tinha tido nenhum contato com usuários de cão-guia durante o treinamento, embora tivesse ouvido falar no assunto.
    Aproveito a chance para alerta-los sobre a necessidade de que osprofissionais sejam capacitados por completo, isto é: que o cão-guia e outros assuntos, embora pouco comuns, sejam incluídos no programa, para evitar surpresas e possíveis desconformos com o diferente, como hoje em que pela primeira vez estavam tendo contato com um cão-guia.
    Isto não impediu que eu desfrutasse da mostra, mas quero deixar aqui para vocês esta sugestão, para as próximas edições…
    A visita transcorreu muito bem, havendo grande interesse da monitora em aplicar o que aprendeu durante o treinamento, sempre me oferecendo elementos para que eu compreendesse cada uma das obras.
    Perguntei a ela o que poderia ser tocado. A monitora explicou que não sabia, pois a coordenadora de inclusão ( que possuía esta informação) não estava, e que a própria monitora não havia assistido à oficina de audiodescrição que outros monitores receberam durante o curso.
    Importante avisar que todos os profissionais envolvidos no atendimento precisam desta informação, para tornar ainda melhor a visita das PcD visual.
    Mesmo sem estes conhecientos, Gisele fez o melhor que pôde para que eu conhecesse e compreendesse o conteúdo da Paralela.
    Durante a visita encontrei com outro monitor, de nome Igor, que também se ofereceu para me acompanhar.
    Explicou que el havia participado da oficina em questão, e que poderia me dar mais subsídios sobre as obras, inclusive me dizer quais não poderiam ser tocadas, o que para a minha grande alegria eram a exceção, e não a regra como eu havia pensado antes…
    Realizei então o restante da visita acompanhado por ambos monitores, que a cada momento se complementavam, tornando o atendimento que já estava ótimo, ainda melhor.
    Quando encerrei a visita tive a certeza de que a Paralela 2010 está fazendo escola no quesito acessibilidade, inclusão e respeito às diferenças, que apesar de algumas dificuldades, que com certeza serão superadas, com certeza se tornará completamente acessível e servirá de referência para as demais mostras de arte.
    Parabéns a todos pelos resultados!
    Um abraço,
    Daniel M. Monteiro

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